sábado, 31 de dezembro de 2011

I Corintios 12, 4-11


Diversidade dos Carismas.

"A um é dada pelo espírito uma palavra de sabedoria; a outro um apalavra de ciência, por esse esmo espírito; a outro a graça de curar as doenças, no mesmo espírito; a outro, o dom de milagres; a outro, a profecia; a outro, o discernimento dos espíritos; a outro, a variedade de línguas; a outro, por fim, a interpretação das línguas."

- Deus eu ainda não tenho certeza de qual é o meu dom de carisma, vejo que em cada fase da minha vida já tive alguns deles, mas não sei qual deles é o Dom que devo usar e colocar a serviço. Deus não sei qual a obra que queres de mim, mas assim que me seja revelado, dai-me condições e coragem de servi-lo para o bem do próximo.

Reflexões Espirituais


Salmo 40:1-5

Tirou-me de um poço de perdição […] colocou-me os pés sobre uma rocha… —Salmo 40:2

Malaquias 1–4
Apocalipse 22

Não muito tempo atrás, ultrapassei o marco de 20 anos desde que comecei a manter um diário espiritual. Ao reler meus primeiros registros, fiquei maravilhado por tê-lo continuado. Mas, agora, você não poderia pagar-me para parar!

Esses são alguns benefícios que recebi por registrar minhas experiências: Com base nas experiências da vida, vejo que o progresso e o fracasso fazem parte da jornada. Sou lembrado da graça de Deus quando leio como Ele me ajudou a encontrar uma solução para um grande problema. Obtenho discernimento a partir de tribulações passadas que me ajudam nos problemas que enfrento atualmente. E, mais importante, registrá-las mostra-me como Deus tem operado fielmente em minha vida.

Muitos salmos são parecidos com um diário espiritual. Frequentemente, eles trazem à memória a ajuda de Deus em momentos de provação. No Salmo 40, Davi escreve: “Esperei confiantemente pelo Senhor; ele se inclinou para mim e me ouviu quando clamei por socorro. Tirou-me de um poço de perdição, de um tremedal de lama; colocou-me os pés sobre uma rocha e me firmou os passos” (vv.1-2). Mais tarde, Davi só precisava ler esse salmo para lembrar-se do fiel livramento de Deus.

Registrar suas experiências pode ser útil para você também. Pode lhe ajudar a ver melhor os ensinamentos de Deus na jornada da vida e permitir que você reflita sobre a fidelidade de Deus.


Refletir sobre a fidelidade de Deus no passado traz esperança para o futuro.
31 de dezembro de 2011

Dennis Fisher

Publicado no devocionário Nosso Andar Diário / Nosso Pão Diário 4º trimestre de 2011

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

2012


O ano tá terminando
Começo a imaginar
O que virá de bom
No próximo que vai chegar
É pedir muita saúde
E paz no meu lar
Que os povos se abracem
E comecem a se amar
Pois em dois mil e doze
Tudo, tudo pode mudar.

Ame sem cessar
E não machuque o irmão
Pois se você errar
Peça sem medo o perdão
E a cada dia busque fazer
A caridade e buscar a união
Pois Deus te dará muita paz
E alegria em seu coração
Pois em dois mil e doze
Espero ter muita emoção.

Israel Batista

Feliz 2012 a todos os meus leitores do blog, amigos virtuais e reais e todos meus familiares, e quem em 2012 possamos caminhar lado a lado promulgando a paz.

QUAL SERIA O SIGNIFICADO DOS SÍMBOLOS DOS EVANGELHOS


Se tomarmos uma Bíblia ilustrada, veremos que os evangelhos (Mateus, Marcos, Lucas e João), um a um, são abertos com figura, que é também um símbolo.
. O Evangelho segundo Mateus é iniciado com a figura de um ser humano alado simbolizando a árvore genealógica de Jesus - tem como emblema o livro dos evangelhos, uma pena e uma lança;
. Um leão começa o evangelho segundo Marcos;
. No início do evangelho segundo Lucas, vemos um touro;
. Por fim, uma águia antecede o evangelho segundo João.

Por quê?

A tradição antiga da igreja atribui, de há muito, a esses evangelistas essas figuras.
O motivo principal parece prender-se às visões do profeta Ezequiel (1,5-25), nas quais descreve os quatros seres celestes, bem como no Apocalipse (4,6-16), em que João descreve os quatro animais vivos da visão que teve.
Mas é possível também essa simbologia se prenda ao significado das primeiras palavras de cada Evangelho, consoante o sentido que tinham em grego, língua-matriz dos escritos do Novo Testamento.

Quem escreveu a Bíblia?


A história de Deus foi escrita pelos homens. Mas quem é o autor do livro mais influente de todos os tempos? As respostas são surpreendentes - e vão mudar sua maneira de ver as Escrituras


Em algum lugar do Oriente Médio, por volta do século 10 a.C., uma pessoa decidiu escrever um livro. Pegou uma pena, nanquim e folhas de papiro (uma planta importada do Egito) e começou a contar uma história mágica, diferente de tudo o que já havia sido escrito. Era tão forte, mas tão forte, que virou uma obsessão. Durante os 1 000 anos seguintes, outras pessoas continuariam reescrevendo, rasurando e compilando aquele texto, que viria a se tornar o maior best seller de todos os tempos: a Bíblia. Ela apresentou uma teoria para o surgimento do homem, trouxe os fundamentos do judaísmo e do cristianismo, influenciou o surgimento do islã, mudou a história da arte – sem a Bíblia, não existiriam os afrescos de Michelangelo nem os quadros de Leonardo da Vinci – e nos legou noções básicas da vida moderna, como os direitos humanos e o livre-arbítrio. Mas quem escreveu, afinal, o livro mais importante que a humanidade já viu? Quem eram e o que pensavam essas pessoas? Como criaram o enredo, e quem ditou a voz e o estilo de Deus? O que está na Bíblia deve ser levado ao pé da letra, o que até hoje provoca conflitos armados? A resposta tradicional você já conhece: segundo a tradição judaico-cristã, o autor da Bíblia é o próprio Todo-Poderoso. E ponto final. Mas a verdade é um pouco mais complexa que isso.
A própria Igreja admite que a revelação divina só veio até nós por meio de mãos humanas. A palavra do Senhor é sagrada, mas foi escrita por reles mortais. Como não sobraram vestígios nem evidências concretas da maioria deles, a chave para encontrá-los está na própria Bíblia. Mas ela não é um simples livro: imagine as Escrituras como uma biblioteca inteira, que guarda textos montados pelo tempo, pela história e pela fé. Aliás, o termo “Bíblia”, que usamos no singular, vem do plural grego ta biblia ta hagia – “os livros sagrados”. A tradição religiosa sempre sustentou que cada livro bíblico foi escrito por um autor claramente identificável. Os 5 primeiros livros do Antigo Testamento (que no judaísmo se chamam Torá e no catolicismo Pentateuco) teriam sido escritos pelo profeta Moisés por volta de 1200 a.C. Os Salmos seriam obra do rei Davi, o autor de Juízes seria o profeta Samuel, e assim por diante. Hoje, a maioria dos estudiosos acredita que os livros sagrados foram um trabalho coletivo. E há uma boa explicação para isso.
As histórias da Bíblia derivam de lendas surgidas na chamada Terra de Canaã, que hoje corresponde a Líbano, Palestina, Israel e pedaços da Jordânia, do Egito e da Síria. Durante séculos acreditou-se que Canaã fora dominada pelos hebreus. Mas descobertas recentes da arqueologia revelam que, na maior parte do tempo, Canaã não foi um Estado, mas uma terra sem fronteiras habitada por diversos povos – os hebreus eram apenas uma entre muitas tribos que andavam por ali. Por isso, sua cultura e seus escritos foram fortemente influenciadas por vizinhos como os cananeus, que viviam ali desde o ano 5000 a.C. E eles não foram os únicos a influenciar as histórias do livro sagrado.
As raízes da árvore bíblica também remontam aos sumérios, antigos habitantes do atual Iraque, que no 3o milênio a.C. escreveram a Epopéia de Gilgamesh. Essa história, protagonizada pelo semideus Gilgamesh, menciona uma enchente que devasta o mundo (e da qual algumas pessoas se salvam construindo um barco). Notou semelhanças com a Bíblia e seus textos sobre o dilúvio, a arca de Noé, o fato de Cristo ser humano e divino ao mesmo tempo? Não é mera coincidência. “A Bíblia era uma obra aberta, com influências de muitas culturas”, afirma o especialista em história antiga Anderson Zalewsky Vargas, da UFRGS.
Foi entre os séculos 10 e 9 a.C. que os escritores hebreus começaram a colocar essa sopa multicultural no papel. Isso aconteceu após o reinado de Davi, que teria unificado as tribos hebraicas num pequeno e frágil reino por volta do ano 1000 a.C. A primeira versão das Escrituras foi redigida nessa época e corresponde à maior parte do que hoje são o Gênesis e o Êxodo. Nesses livros, o tema principal é a relação passional (e às vezes conflituosa) entre Deus e os homens. Só que, logo no começo da Beeblia, já existiu uma divergência sobre o papel do homem e do Senhor na história toda. Isso porque o personagem principal, Deus, é tratado por dois nomes diferentes.
Em alguns trechos ele é chamado pelo nome próprio, Yahweh – traduzido em português como Javé ou Jeová. É um tratamento informal, como se o autor fosse íntimo de Deus. Em outros pontos, o Todo-Poderoso é chamado de Elohim, um título respeitoso e distante (que pode ser traduzido simplesmente como “Deus”). Como se explica isso? Para os fundamentalistas, não tem conversa: Moisés escreveu tudo sozinho e usou os dois nomes simplesmente porque quis. Só que um trecho desse texto narra a morte do próprio Moisés. Isso indica que ele não é o único autor. Os historiadores e a maioria dos religiosos aceitam outra teoria: esses textos tiveram pelo menos outros dois editores.
Acredita-se que os trechos que falam de Javé sejam os mais antigos, escritos numa época em que a religiosidade era menos formal. Eles contêm uma passagem reveladora: antes da criação do mundo, “Yahweh não derramara chuva sobre a terra, e nem havia homem para lavrar o solo”. Essa frase, “não havia homem para lavrar o solo”, indica que, na primeira versão da Bíblia, o homem não era apenas mais uma criação de Deus – ele desempenha um papel ativo e fundamental na história toda. “Nesse relato, o homem é co-criador do mundo”, diz o teólogo Humberto Gonçalves, do Centro Ecumênico de Estudos Bíblicos, no Rio Grande do Sul.
Pelo nome que usa para se referir a Deus (Javé), o autor desses trechos foi apelidado de Javista. Já o outro autor, que teria vivido por volta de 850 a.C., é apelidado de Eloísta. Mais sisudo e religioso, ele compôs uma narrativa bastante diferente. Ao contrário do Deus-Javé, que fez o mundo num único dia, o Deus-Elohim levou 6 (e descansou no 7o). Nessa história, a criação é um ato exclusivo de Deus, e o homem surge apenas no 6o dia, junto aos animais.
Tempos mais tarde, os dois relatos foram misturados por editores anônimos – e a narrativa do Eloísta, mais comportada, foi parar no início das Escrituras. Começando por aquela frase incrivelmente simples e poderosa, notória até entre quem nunca leu a Bíblia: “E, no início, Deus criou o céu e a terra...”
Em 589 a.C., Jerusalém foi arrasada pelos babilônios, e grande parte da população foi aprisionada e levada para o atual Iraque. Décadas depois, os hebreus foram libertados por Ciro, senhor do Império Persa – um conquistador “esclarecido”, que tinha tolerância religiosa. Aos poucos, os hebreus retornaram a Canaã – mas com sua fé transformada. Agora os sacerdotes judaicos rejeitavam o politeísmo e diziam que Javé era o único e absoluto deus do Universo. “O monoteísmo pode ter surgido pelo contato com os persas – a religião deles, o masdeísmo, pregava a existência de um deus bondoso, Ahura Mazda, em constante combate contra um deus maligno, Arimã. Essa noção se reflete até na idéia cristã de um combate entre Deus e o Diabo”, afirma Zalewsky, da UFRGS.
A versão final do Pentateuco surgiu por volta de 389 a.C. Nessa época, um religioso chamado Esdras liderou um grupo de sacerdotes que mudaram radicalmente o judaísmo – a começar por suas escrituras. Eles editaram os livros anteriores e escreveram a maior parte dos livros Deuteronômio, Números, Levítico e também um dos pontos altos da Bíblia: os 10 Mandamentos. Além de afirmar o monoteísmo sem sombra de dúvidas (“amarás a Deus acima de todas as coisas” é o primeiro mandamento), a reforma conduzida por Esdras impunha leis religiosas bem rígidas, como a proibição do casamento entre hebreus e não-hebreus. Algumas das leis encontradas no Levítico se assemelham à ética moderna dos direitos humanos: “Se um estrangeiro vier morar convosco, não o maltrates. Ama-o como se fosse um de vós”.
Outras passagens, no entanto, descrevem um Senhor belicoso, vingativo e sanguinário, que ordena o extermínio de cidades inteiras – mulheres e crianças incluídas. “Se a religião prega a compaixão, por que os textos sagrados têm tanto ódio?”, pergunta a historiadora americana Karen Armstrong, autora de um novo e provocativo estudo sobre a Bíblia. Para os especialistas, a violência do Antigo Testamento é fruto dos séculos de guerras com os assírios e os babilônios. Os autores do livro sagrado foram influenciados por essa atmosfera de ódio, e daí surgiram as histórias em que Deus se mostra bastante violento e até cruel. Os redatores da Bíblia estavam extravasando sua angústia.
Por volta do ano 200 a.C., o cânone (conjunto de livros sagrados) hebraico já estava finalizado e começou a se alastrar pelo Oriente Médio. A primeira tradução completa do Antigo Testamento é dessa época. Ela foi feita a mando do rei Ptolomeu 2o em Alexandria, no Egito, grande centro cultural da época. Segundo uma lenda, essa tradução (de hebraico para grego) foi realizada por 72 sábios judeus. Por isso, o texto é conhecido como Septuaginta. Além da tradução grega, também surgiram versões do Antigo Testamento no idioma aramaico – que era uma espécie de língua franca do Oriente Médio naquela época.
Dois séculos mais tarde, a Bíblia em aramaico estava bombando: ela era a mais lida na Judéia, na Samária e na Galiléia (províncias que formam os atuais territórios de Israel e da Palestina). Foi aí que um jovem judeu, grande personagem desta história, começou a se destacar. Como Sócrates, Buda e outros pensadores que mudaram o mundo, Jesus de Nazaré nada deixou por escrito – os primeiros textos sobre ele foram produzidos décadas após sua morte.
E o cristianismo já nasceu perseguido: por se recusarem a cultuar os deuses oficiais, os cristãos eram considerados subversivos pelo Império Romano, que dominava boa parte do Oriente Médio desde o século 1 a.C. Foi nesse clima de medo que os cristãos passaram a colocar no papel as histórias de Jesus, que circulavam em aramaico e também em coiné – um dialeto grego falado pelos mais pobres. “Os cristãos queriam compreender suas origens e debater seus problemas de identidade”, diz o teólogo Paulo Nogueira, da Universidade Metodista de São Paulo. Para fazer isso, criaram um novo gênero literário: o evangelho. Esse termo, que vem do grego evangélion (“boa-nova”), é um tipo de narrativa religiosa contando os milagres, os ensinamentos e a vida do Messias.
A maioria dos evangelhos escritos nos séculos 1 e 2 desapareceu. Naquela época, um “livro” era um amontoado de papiros avulsos, enrolados em forma de pergaminho, podendo ser facilmente extraviados e perdidos. Mas alguns evangelhos foram copiados e recopiados à mão, por membros da Igreja. Até que, por volta do século 4, tomaram o formato de códice – um conjunto de folhas de couro encadernadas, ancestral do livro moderno. O problema é que, a essa altura do campeonato, gerações e gerações de copiadores já haviam introduzido alterações nos textos originais – seja por descuido, seja de propósito. “Muitos erros foram feitos nas cópias, erros que às vezes mudaram o sentido dos textos. Em certos casos, tais erros foram também propositais, de acordo com a teologia do escrivão”, afirma o padre e teólogo Luigi Schiavo, da Universidade Católica de Goiás. Quer ver um exemplo?
Sabe aquela famosa cena em que Jesus salva uma adúltera prestes a ser apedrejada? De acordo com especialistas, esse trecho foi inserido no Evangelho de João por algum escriba, por volta do século 3. Isso porque, na época, o cristianismo estava cortando seu cordão umbilical com o judaísmo. E apedrejar adúlteras é uma das leis que os sacerdotes-escritores judeus haviam colocado no Pentateuco. A introdução da cena em que Jesus salva a adúltera passa a idéia de que os ensinamentos de Cristo haviam superado a Torá – e, portanto, os cristãos já não precisavam respeitar ao pé da letra todos os ensinamentos judeus.
A julgar pelo último livro da Bíblia cristã, o Apocalipse (que descreve o fim do mundo), o receio de ter suas narrativas “editadas” era comum entre os autores do Novo Testamento. No versículo 18, lê-se uma terrível ameaça: “Se alguém fizer acréscimos às páginas deste livro, Deus o castigará com as pragas descritas aqui”. Essa ameaça reflete bem o clima dos primeiros séculos do cristianismo: uma verdadeira baderna teológica, com montes de seitas defendendo idéias diferentes sobre Deus e o Messias. A seita dos docetas, por exemplo, acreditava que Jesus não teve um corpo físico. Ele seria um espírito, e sua crucificação e morte não passariam – literalmente – de ilusão de ótica. Já os ebionistas acreditavam que Jesus não nascera Filho de Deus, mas fora adotado, já adulto, pelo Senhor. A primeira tentativa de organizar esse caos das Escrituras ocorreu por volta de 142 – e o responsável não foi um clérigo, mas um rico comerciante de navios chamado Marcião.
A Bíblia segundo Marcião
Ele nasceu na atual Turquia, foi para Roma, converteu-se ao cristianismo, virou um teólogo influente e resolveu montar sua própria seleção de textos sagrados. A Bíblia de Marcião era bem diferente da que conhecemos hoje. Isso porque ele simpatizava com uma seita cristã hoje desaparecida, o gnosticismo. Para os gnósticos, o Deus do Velho Testamento não era o mesmo que enviara Jesus – na verdade, as duas divindades seriam inimigas mortais. O Deus hebraico era monstruoso e sanguinário, e controlava apenas o mundo material. Já o universo espiritual seria dominado por um Deus bondoso, o pai de Jesus. A Bíblia editada por Marcião continha apenas o Evangelho de João, 11 cartas de Paulo e nenhuma página do Velho Testamento. Se as idéias de Marcião tivessem triunfado, hoje as histórias de Adão e Eva no paraíso, a arca de Noé e a travessia do mar Vermelho não fariam parte da cultura ocidental. Mas, por volta de 170, o gnosticismo foi declarado proibido pelas autoridades eclesiásticas, e o primeiro editor da Bíblia cristã acabou excomungado.
Roma, até então pior inimiga dos cristãos, ia se rendendo à nova fé. Em 313, o imperador romano Constantino se aliou à Igreja. Ele pretendia usar a força crescente da nova religião para fortalecer seu império. Para isso, no entanto, precisava de uma fé una e sólida. A pressão de Constantino levou os mais influentes bispos cristãos a se reunirem no Concílio de Nicéia, em 325, para colocar ordem na casa de Deus. Ali, surgiu o cânone do cristianismo – a lista oficial de livros que, segundo a Igreja, realmente haviam sido inspirados por Deus.
“A escolha também era política. Um grupo afirmou seu poder e autoridade sobre os outros”, diz o padre Luigi. Esse grupo era o dos cristãos apostólicos, que ganharam poder ao se aliar com o Império Romano. Os apostólicos eram, por assim dizer, o “partido do governo”. E por isso definiram o que iria entrar, ou ser eliminado, das Escrituras.
Eles escolheram os evangelhos de Marcos, Mateus, Lucas e João para representar a biografia oficial de Cristo, enquanto as invenções dos docetas, dos ebionistas e de outras seitas foram excluídas, e seus autores declarados hereges. Os textos excluídos do cânone ganharam o nome de “apócrifos” – palavra que vem do grego apocrypha, “o que foi ocultado”. A maioria dos apócrifos se perdeu – afinal de contas, os escribas da Igreja não estavam interessados em recopiá-los para a posteridade. Mas, com o surgimento da arqueologia, no século 19, pedaços desses textos foram encontrados nas areias do Oriente Médio. É o caso de um polêmico texto encontrado em 1886 no Egito. Ele é assinado por uma certa “Maria” que muitos acreditam ser a Madalena, discípula de Jesus, presente em vários trechos do Novo Testamento. O evangelho atribuído a ela é bem feminista: Madalena é descrita como uma figura tão importante quanto Pedro e os outros apóstolos. Nos primórdios do cristianismo, as mulheres eram aceitas no clero – e eram, inclusive, consideradas capazes de fazer profecias. Foi só no século 3 que o sacerdócio virou monopólio masculino, o que explicaria a censura da apóstola e seu testemunho. Aliás, tudo indica que Madalena não foi prostituta – idéia que teria surgido por um erro na interpretação do livro sagrado. No ano 591, o papa Gregório fez um sermão dizendo que Madalena e outra mulher, também citada nas Escrituras e essa sim ex-pecadora, na verdade seriam a mesma pessoa (em 1967, o Vaticano desfez o equívoco, limpando a reputação de Maria).
Na evolução da Bíblia, foram aparecendo vários trechos machistas – e suspeitos. É o caso de uma passagem atribuída ao apóstolo Paulo: “A mulher aprenda (...) com toda a sujeição. Não permito à mulher que ensine, nem que tenha domínio sobre o homem (...) porque Adão foi formado primeiro, e depois Eva”. É provável que Paulo jamais tenha escrito essas palavras – porque, na época em que ele viveu, o cristianismo não pregava a submissão da mulher. Acredita-se que essa parte tenha sido adicionada por algum escriba por volta do século 2.
Após a conversão do imperador Constantino, o eixo do cristianismo se deslocou do Oriente Médio para Roma. Só que, para completar a romanização da fé, faltava um passo: traduzir a palavra de Deus para o latim. A missão coube ao teólogo Eusebius Hyeronimus, que mais tarde viria a ser canonizado com o nome de são Jerônimo. Sob ordens do papa Damaso, ele viajou a Jerusalém em 406 para aprender hebraico e traduzir o Antigo e o Novo Testamento. Não foi nada fácil: o trabalho durou 17 anos.
Daí saiu a Vulgata, a Bíblia latina, que até hoje é o texto oficial da Igreja Católica. Essa é a Bíblia que todo mundo conhece. “A Vulgata foi o alicerce da Igreja no Ocidente”, explica o padre Luigi. Ela é tão influente, mas tão influente, que até seus erros de tradução se tornaram clássicos. Ao traduzir uma passagem do Êxodo que descreve o semblante do profeta Moisés, são Jerônimo escreveu em latim: cornuta esse facies sua, ou seja, “sua face tinha chifres”. Esse detalhe esquisito foi levado a sério por artistas como Michelangelo – sua famosa escultura representando Moisés, hoje exposta no Vaticano, está ornada com dois belos corninhos. Tudo porque Jerônimo tropeçou na palavra hebraica karan, que pode significar tanto “chifre” quanto “raio de luz”. A tradução correta está na Septuaginta: o profeta tinha o rosto iluminado, e não chifrudo. Apesar de erros como esse, a Vulgata reinou absoluta ao longo da Idade Média – durante séculos, não houve outras traduções.
O único jeito de disseminar o livro sagrado era copiá-lo à mão, tarefa realizada pelos monges copistas. Eles raramente saíam dos mosteiros e passavam a vida copiando e catalogando manuscritos antigos. Só que, às vezes, também se metiam a fazer o papel de autores.
Após a queda do Império Romano, grande parte da literatura da Antiguidade grega e romana se perdeu – foi graças ao trabalho dos monges copistas que livros como a Ilíada e a Odisséia chegaram até nós. Mas alguns deles eram meio malandros: costumavam interpolar textos nas Escrituras Sagradas para agradar a reis e imperadores. No século 15, por exemplo, monges espanhóis trocaram o termo “babilônios” por “infiéis” no texto do Antigo Testamento – um truque para atacar os muçulmanos, que disputavam com os espanhóis a posse da península Ibérica.
Escrituras em série
Tudo isso mudou após a invenção da imprensa, em 1455. Agora ninguém mais dependia dos copistas para multiplicar os exemplares da Bíblia. Por isso, o grande foco de mudanças no texto sagrado passou a ser outro: as traduções.Em 1522, o pastor Martinho Lutero usou a imprensa para divulgar em massa sua tradução da Bíblia, que tinha feito direto do hebraico e do grego para o alemão. Era a primeira vez que o texto sagrado era vertido numa língua moderna – e a nova versão trouxe várias mudanças, que provocavam a Igreja (veja quadro na pág. 65). Logo depois um britânico, William Tyndale, ousou traduzir a Bíblia para o inglês. No Novo Testamento, ele traduziu a palavra ecclesia por “congregação”, em vez de “igreja”, o termo preferido pelas traduções católicas. A mudança nessa palavrinha era um desafio ao poder dos papas: como era protestante, Tyndale tinha suas diferenças com a Igreja. Resultado? Ele foi queimado como herege em 1536. Mas até hoje seu trabalho é referência para as versões inglesas do livro sagrado.
A Bíblia chegou ao nosso idioma em 1753 – quando foi publicada sua primeira tradução completa para o português, feita pelo protestante João Ferreira de Almeida. Hoje, a tradução considerada oficial é a feita pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e lançada em 2001. Ela é considerada mais simples e coloquial que as traduções anteriores. De lá para cá, a Bíblia ganhou o mundo e as línguas. Já foi vertida para mais de 300 idiomas e continua um dos livros mais influentes do mundo: todos os anos, são publicadas 11 milhões de cópias do texto integral, e 14 milhões só do Novo Testamento.
Depois de tantos séculos de versões e contra-versões, ainda não há consenso sobre a forma certa de traduzi-la. Alguns buscam traduções mais próximas do sentido e da época original – como as passagens traduzidas do hebraico pelo lingüista David Rosenberg na obra O Livro de J, de 1990. Outros acham que a Bíblia deve ser modernizada para atrair leitores. O lingüista Eugene Nida, que verteu a Bíblia na década de 1960, chegou ao extremo de traduzir a palavra “sestércios”, a antiga moeda romana, por “dólares”. Em 2008, duas versões igualmente ousadas estão agitando as Escrituras: a Green Bible (“Bíblia Verde”, ainda sem versão em português), que destaca 1 000 passagens relacionadas à ecologia – como o momento em que Jó fala sobre os animais –, e a Bible Illuminated (‘Bíblia Iluminada”, em inglês), com design ultramoderno e fotos de celebridades como Nelson Mandela e Angelina Jolie.
A Bíblia se transforma, mas uma coisa não muda: cada pessoa, ou grupo de pessoas, a interpreta de uma maneira diferente – às vezes, com propósitos equivocados. Em pleno século 21, pastores fundamentalistas tentam proibir o ensino da Teoria da Evolução nas escolas dos EUA, sendo que a própria Igreja aceita as teorias de Darwin desde a década de 1950. Líderes como o pastor Jerry Falwell defendem o retorno da escravidão e o apedrejamento de adúlteros, e no Oriente Médio rabinos extremistas usam trechos da Torá para justificar a ocupação de terras árabes. Por quê? Porque está na Bíblia, dizem os radicais. Não é nada disso. Hoje, os principais estudiosos afirmam que a Bíblia não deve ser lida como um manual de regras literais – e sim como o relato da jornada, tortuosa e cheia de percalços, do ser humano em busca de Deus. Porque esse é, afinal, o verdadeiro sentido dessa árvore de histórias regada há 3 mil anos por centenas de mãos, cabeças e corações humanos: a crença num sentido transcendente da existência.

dezembro
2008
por Texto José Francisco Botelho

da revista super interessante dezembro de 2008

*Não é obrigado eu concordar com esse texto, eu posto, para que vocês conheçam essa versão e tire vossas conclusões. Pois a cada dia estão buscando evidências para derrubar o cristianismos, leiam e tirem suas conclusões. Israel Batista

Fazendo a sua parte


Romanos 12:1-8

Porque assim como num só corpo temos muitos membros, mas nem todos os membros têm a mesma função. —Romanos 12:4

Zacarias 13–14
Apocalipse 21

Há vários anos, minha filha Rosie é diretora de artes dramáticas numa escola local de ensino médio. Os alunos comparecem ao teste e alguns são selecionados para os papéis principais. Mas, existem muitos outros papéis coadjuvantes importantes que precisam ser desempenhados — papéis vitais para a produção.

Existem outras pessoas jovens que querem fazer parte do espetáculo, mas não gostam de estar na linha de frente. São as pessoas que trocarão os cenários, abrirão e fecharão as cortinas, cuidarão da iluminação e ajudarão na maquiagem e na troca dos figurinos. Depois, existem os pais na comunidade, que fornecem pizza e biscoitos para os ensaios, doam mercadorias, constroem cenários, costuram os trajes, fazem cartazes e distribuem o programa do espetáculo.

O sucesso das atuações é o auge de um intenso processo que dura quatro ou cinco meses, e que depende do trabalho duro de uma gama de dedicados voluntários.

De igual maneira, para que o corpo de Cristo seja totalmente funcional, cada um de nós precisa desempenhar um papel. Cada cristão é singularmente dotado para servir. Quando esses dons são parte de um todo que inclui a colaboração “…a justa cooperação de cada parte…” (Efésios 4:16) as partes em separado constituem esse todo (Romanos 12:5).

Precisamos uns dos outros. Qual papel você está desempenhando na vida da igreja?


Para a igreja ser saudável, seus membros devem exercitar seus dons espirituais.
30 de dezembro de 2011

Cindy Hess Kasper

Publicado no devocionário Nosso Andar Diário / Nosso Pão Diário 4º trimestre de 2011

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Todavia, eu me alegro


Habacuque 3:11-19

…todavia, eu me alegro no Senhor, exulto no Deus da minha salvação. —Habacuque 3:18

Zacarias 9–12
Apocalipse 20

A vida em nosso mundo pode ser difícil. Em algum momento, a maioria de nós imaginou: “Onde Deus está quando estou em tribulação?” E podemos ter pensado: “Parece que a injustiça está vencendo e Deus está silente.” Podemos escolher como reagir às nossas tribulações. O profeta Habacuque teve uma atitude digna de ser seguida: Ele escolheu exultar.

Habacuque viu o rápido aumento das falhas morais e espirituais de Judá e ficou profundamente perturbado. Mas, a resposta de Deus lhe trouxe ainda mais tribulação. Deus usaria a perversa nação da Babilônia para punir Judá. Habacuque não compreendeu isso totalmente, mas pôde regozijar-se porque aprendera a confiar na sabedoria, justiça e soberania de Deus. Ele concluiu seu livro com uma maravilhosa afirmação: “…todavia, eu me alegro no Senhor, exulto no Deus da minha salvação” (3:18). Embora não tenha ficado claro como Judá sobreviveria, o profeta Habacuque aprendera a confiar em Deus em meio à injustiça, sofrimento e perda. Ele viveria somente por sua fé em Deus. Com esse tipo de fé, veio a alegria em Deus, a despeito das circunstâncias ao seu redor.

Nós também podemos exultar em nossas provações, ter firme confiança em Deus e viver nas altitudes da Sua soberania.


Louvar a Deus em nossas tribulações transforma fardos em bênçãos.
29 de dezembro de 2011

Marvin Williams


Publicado no devocionário Nosso Andar Diário / Nosso Pão Diário 4º trimestre de 2011

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Espera cheia de graça


2 Coríntios 4:7-18

…não desanimamos… —2 Coríntios 4:16

Zacarias 1–4
Apocalipse 18

Rogério perdeu seu emprego quando houve cortes na empresa em que trabalhava. Por meses, procurou e candidatou-se a empregos, orou, pediu orações a outros, e confiou em Deus. Contudo, as emoções de Rogério e de sua esposa flutuavam. Eles viam Deus provê-los de maneiras inesperadas e vivenciavam Sua graça, mas, às vezes, temiam que um emprego nunca viesse. Durante 15 longos meses, esperaram.

Rogério fez três entrevistas numa empresa e, na semana seguinte, a agência de empregos ligou e disse: “Conhece o ditado: ‘Após a tempestade vem a bonança’? Bem, o emprego é seu!” Tempos mais tarde, a esposa me disse: “não trocaríamos essa difícil experiência por nada, pois nos aproximou um do outro e do Senhor.” Os amigos que oraram, rejubilaram e agradeceram a Deus.

Paulo queria que a igreja de Corinto visse a graça de Deus operando em sua vida, o que poderia tornar “…abundantes as ações de graças […] para glória de Deus” (2 Coríntios 4:15). Suas provações foram tão grandes que ele disse: “Em tudo somos atribulados […] perplexos […] perseguidos […] abatidos…” (vv.8-9). Mesmo assim, ele encorajou as pessoas a não desanimarem diante das tribulações (v.16), mas a confiarem em Deus. As nossas dificuldades podem nos aproximar de Deus e dos outros, como aconteceu com Rogério e esposa, e o louvor será dado ao Senhor por Sua graça.


O melhor momento para louvar a Deus é sempre o agora.
27 de dezembro de 2011

Anne Cetas


Publicado no devocionário Nosso Andar Diário / Nosso Pão Diário 4º trimestre de 2011

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Adoração errada


Atos 19:23-41

…há o perigo de a nossa profissão cair em descrédito… —Atos 19:27

Ageu 1–2
Apocalipse 17

Se você realmente deseja preocupar as pessoas, ameace a economia delas.

Um mau quadro econômico faz políticos perderem eleições e a ameaça de recessão quase fez com que o apóstolo Paulo fosse expulso de Éfeso.

Eis o que aconteceu. Paulo chegou à cidade e começou a falar ousadamente, “…dissertando e persuadindo com respeito ao reino de Deus” (Atos 19:8). Por mais de dois anos ele pregou o evangelho, e muitos começaram a seguir Jesus.

Devido ao sucesso de Paulo em fazer as pessoas verem que existe apenas um Deus verdadeiro, muitos efésios deixaram de adorar a deusa Diana. Isso foi má notícia para os prateiros, que ganhavam a vida criando e vendendo estatuetas de Diana. Se um número suficiente de pessoas deixasse de crer nela, eles iriam à falência. Quando os artesãos perceberam isso, houve alvoroço e tumulto.

Este incidente de Éfeso pode lembrar-nos de avaliar nossos motivos em adorar a Deus. Os prateiros queriam proteger sua adoração como uma maneira de proteger sua prosperidade. Que isso nunca possa ser dito de nós! Jamais permita que sua adoração a Deus torne-se uma avenida para a boa fortuna.

Nós adoramos a Deus pelo Seu amor por nós e por quem Ele é, não porque o fato de amá-lo possa nos ajudar em nossos momentos de dificuldade. Adoremos a Deus da maneira correta.

Não adore a Deus para obter Seus benefícios — você já os tem.
26 de dezembro de 2011

Dave Branon

Publicado no devocionário Nosso Andar Diário / Nosso Pão Diário 4º trimestre de 2011

domingo, 25 de dezembro de 2011

Esta é a hora


Lucas 2:8-20

Glória a Deus nas maiores alturas… —Lucas 2:14

Sofonias 1–3
Apocalipse 16

Durante a celebração do Natal em nossa igreja, observei os membros do coral reunindo-se à frente da congregação enquanto o maestro vasculhava alguns papéis sobre um fino pedestal preto. Os instrumentos começaram a tocar e os cantores começaram a entoar uma conhecida canção que começa com as palavras “Vem, esta é a hora da adoração.”

Embora esperasse ouvir um clássico cântico de Natal, sorri pela escolha de uma música tão adequada. No início daquela semana, eu tinha lido a narração de Lucas sobre o nascimento de Jesus e tinha percebido que o primeiro Natal não tinha nossas festas modernas, presentes e comemorações — mas incluía adoração.

Após o anjo anunciar o nascimento de Jesus a alguns pastores de olhos arregalados, um coral de anjos veio “…louvando a Deus e dizendo: Glória a Deus nas maiores alturas…” (Lucas 2:13-14). Os pastores reagiram correndo até Belém, onde encontraram o Rei recém-nascido deitado numa manjedoura de estábulo. Eles voltaram aos seus campos “…glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto…” (v.20). Ficar face a face com o Filho inspirou os pastores a adorar o Pai.

Hoje, reflita sobre a sua reação à chegada de Jesus na terra. Existe espaço em seu coração para adoração neste dia que celebra o Seu nascimento?

O coral celestial desceu para cantar quando o Rei do céu desceu para salvar.
25 de dezembro de 2011

Jennifer Benson Schuldt


Publicado no devocionário Nosso Andar Diário / Nosso Pão Diário 4º trimestre de 2011

NATAL E JESUS


Maldade escravidão, guerra, ódio, vingança:
- Eis o mundo anterior ao século primeiro!...
Nasce Jesus nos panos de um celeiro
E alastra-se na terra um clarão de esperança.

Jesus cresce tranquilo e se faz mensageiro
De consolo e de paz, de amor e segurança,
Tudo é luz e bondade, reconforto e mudança,
Começa, enfim, a abolição do cativeiro...

Mais tarde ei-LO maior, o homem justo e perfeito,
Ensina o rumo certo, o perdão e o direito,
Sofre perseguições... Vence a cruz desolada...

E o sol que O viu nascer, brilhando em ondas de ouro,
Contemplará Jesus, no milênio vindouro,
Abençoando a terra, em nova madrugada.

Maria dolores

Por que celebramos o Natal?


O nascimento de Jesus não foi um evento trivial da história. Foi a entrada triunfante de Deus, carne, osso, e sangue, na vivência de suas criaturas.

A celebração da vinda do nosso Senhor Jesus Cristo, há quase dois mil anos, tem sido tristemente transformada num truque para o enriquecimento do mundo dos negócios. O maravilhoso objetivo do Natal, suas implicações eternas, o mistério da encarnação, são ignorados.

O Natal, para a maioria das pessoas, nada mais é que um feriado pagão, dedicado a saciar os apetites carnais, desprovido de qualquer significado espiritual. E essa é a característica de uma geração falida tanto do ponto de vista moral quanto espiritual. O fato de não ter sido encontrado lugar para acolher Maria e Jesus na hospedaria em Belém é repetido a cada ano no mundo de hoje, tornando profética a fria acolhida ao menino-Deus.

Porém, seu nascimento em uma pequena estrebaria também profetizou as boas-vindas que milhões de pessoas lhe dispensaram e ainda hoje o fazem, com corações humildes, receptivos e gratos.

Naquele primeiro Natal não houve 'show', orquestra e nem fogos para apresentar o Salvador de nossas almas. Uma simples 'estrela guia', uns poucos magos, visionários e alguns pastores que receberam do céu o anúncio da chegada do Messias, estavam ali. Por certo, naquela noite houve outros que reconheceram o bebê como o redentor há muito prometido, assim como hoje há pessoas que compreendem o significado sobrenatural do Natal.

Imagine a complacência desdenhosa daqueles que haviam segurado sua reserva para aquela noite na lotada hospedaria! Todas suas necessidades e desejos foram satisfeitos mas, pobres ignorantes, desconheciam que o Criador do Universo repousava a poucos metros de onde estavam, dormindo incógnito da maioria, deitado numa despojada manjedoura. Eles estavam abrigados, alimentados e se entretiam enfastiados enquanto no campo, pastores ouviam hostes celestiais entoando louvores a Deus, alegrando-se com a chegada do Rei dos reis.

Não há qualquer complacência ou temor nesta sociedade sofisticada de final de século vinte. Jesus Cristo continua a revelar-Se aos pobres e humildes de coração, rejeitando os orgulhosos e arrogantes.

O real significado do Natal não pode ser entendido até que Jesus receba um lugar prioritário em nossos corações e em nossas vidas. Quando o mistério da vinda de Cristo a este mundo rompe a escuridão provocada pelo engano do inferno e se revela à alma humana, ela compreende que o Natal não é apenas um feriado, mas sim um dia sagrado.

O Natal não pode ser plenamente entendido se não for à luz de uma cruz erguida num calvário de sofrimento trinta e três anos depois ou na alegria imensurável e incontrolável dos discípulos à beira de um túmulo vazio, ou na visão destes apóstolos que tiveram o privilégio de assistir a gloriosa ascensão de Cristo.

Falando sobre este evento indescritivelmente fantástico, Paulo afirma: 'Vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher ...' (Gl 4.4). Portanto, para aqueles que conhecem a Jesus Cristo pessoalmente, essa celebração traz grande e grata felicidade, enquanto que para outros, a única alegria é o êxtase de uma festa que termina em vinte e quatro horas.

Infelizmente, a igreja pode contribuir para distorcer o verdadeiro significado do Natal, aumentando a fome espiritual das pessoas que tateiam pela vida tentando fugir da escuridão na qual Satanás enclausurou seus corações.

Nestes nossos tempos incertos e inseguros, o futuro amedronta, pois a futilidade em que o mundo está mergulhado não proporciona qualquer esperança. É o momento para aqueles que carregam o nome de Jesus anunciarem o real significado do Natal para acordarem da inércia e improdutividade do pecado a tantos seres humanos que não sabem o que é realmente viver.

O nascimento de Jesus não foi um evento trivial da história. Foi a entrada triunfante de Deus, carne, osso e sangue, na vivência de suas criaturas -Emanuel (que significa Deus conosco). É por causa desta vinda divina ao mundo que o relacionamento do homem com Deus é restaurado.

É uma tragédia, o fato de milhões de pessoas comemorarem o nascimento do Filho de Deus, sem conhecerem o próprio Aniversariante!

Que oportunidade temos para testemunhar! Devemos aproveitar e falar do verdadeiro Natal através de uma palavra, de um sorriso amigável, de um ato de compaixão, de uma mão estendida, de um coração coberto de amor por alguém que esteja próximo a nós.

Neste Natal, não deixe de compartilhar a verdadeira razão de nossa Celebração!


Fonte: Revista Lar Cristão

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

O Deus que busca


Gálatas 4:1-7

…Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, […] para resgatar os que estavam sob a lei… —Gálatas 4:4-5

Naum 1–3
Apocalipse 14

O pastor Tim Keller, da Igreja Presbiteriana Redentor, em Nova Iorque, observa corretamente que o cristianismo é singular, dentre todas as religiões, porque trata de Deus buscando levar-nos a Ele. Em todos os outros sistemas religiosos, as pessoas buscam seu deus, esperando deste a aceitação através de bom comportamento, rituais, boas obras ou outros esforços.

O poeta inglês Francis Thompson captura a profunda natureza dessa realidade quando escreve sobre a incessante busca de Deus em sua vida. Em sua obra “O Cão de Caça do Céu”, ele escreve que, ao fugir de Deus, não conseguia fugir dos “pés fortes que seguiam… sem pressa e imperturbável ritmo”. Mas, a incansável busca de Deus pelo desobediente não é apenas uma história de Thompson. No cerne da mensagem de Natal está a maravilhosa verdade de que Deus busca cada um de nós. Como afirma Paulo, “…Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para resgatar os que estavam sob a lei…” (Gálatas 4:4-5).

Não se trata apenas da história do Natal. É a história de Deus buscando Adão e Eva após a queda. Buscando a mim! Buscando você! Onde estaríamos, hoje, se Deus não estivesse ao nosso alcance?


O desejo imortal de Deus por você nunca cessará.
23 de dezembro de 2011

Joe Stowell


Publicado no devocionário Nosso Andar Diário / Nosso Pão Diário 4º trimestre de 2011

*Imagem do pastor Tim Keller citado nesse devocionário

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Cd Kim Acústico (2011)

NOME: KIM ACÚSTICO 2011

GÊNERO: ROCK / GOSPEL

SHOW: STUDIO

ANO: 2011

BAIXAR CD:

Simão de Cirene carrega a cruz de Jesus



“Certo homem de Cirene, chamado Simão, pai de Alexandre e de Rufo, passava por ali, chegando do campo. Eles o forçaram a carregar a cruz” (Marcos 15:21).
Simão resmunga em voz baixa. Sua paciência é tão escassa quanto o espaço nas ruas de Jerusalém. Ele esperava uma Páscoa tranquila. A cidade está tudo menos calma. Simão prefere seus campos abertos. E agora, ainda por cima, os guardas romanos estão abrindo caminho para algum quem-sabe-que-dignitário marchar com seus soldados e andar pomposo com seu garanhão pelo povo.
“Lá está ele!”
A cabeça de Simão e uma dúzia de outras se viram. Em um instante eles entendem. Não é nenhum dignitário.
“É uma crucificação”, ele ouve alguém sussurrar. Quatro soldados. Um criminoso. Quatro lanças. Uma cruz. O canto interno da cruz está apoiado sobre os ombros do condenado. Sua base arrasta no chão. Seu topo balança no ar. O condenado equilibra a cruz o melhor que pode, mas tropeça por causa do seu peso. Ele empurra seus pés e joga-se para frente antes de cair de novo. Simão não consegue ver o rosto do homem, apenas uma cabeça envolta por ramos espinhosos.
O rosto carrancudo do centurião fica mais agitado a cada passo reduzido. Ele amaldiçoa o criminoso e a multidão.
“Anda logo!”
“Pouca chance disso acontecer”, Simão diz para si mesmo.
O carregador da cruz para ofegante na frente de Simão. Simão estremece com o que vê. A viga esfregando nas costas já em carne viva. Riachos carmesins riscando o rosto do homem. Sua boca aberta por causa da dor e da falta de ar.
“O nome dele é Jesus”, alguém fala baixinho.
“Anda!”, manda o executor.
Mas Jesus não consegue. Seu corpo se inclina e seus pés tentam, mas ele não consegue se mover. A viga começa a balançar. Jesus tenta equilibrá-la, mas não consegue. Como uma árvore recém-cortada, a cruz começa a cair em direção à multidão. Todos se afastam, exceto o lavrador. Simão instintivamente estende suas mãos fortes e pega a cruz.
Jesus cai com o rosto no chão e fica ali. Simão empurra a cruz de volta ao seu lado. O centurião olha para o Cristo exausto e para o corpulento espectador e precisa apenas de um instante para tomar a decisão. Ele pressiona a parte plana de sua lança nos ombros de Simão.
“Você! Leve a cruz!”
Simão ousa contestar, “Senhor, eu nem conheço o homem!”
“Não me importa. Tome a cruz”.
Simão resmunga, equilibra a madeira em seu ombro e sai da multidão para a rua, do anonimato para a história e torna-se o primeiro em uma fila de milhões que tomarão a cruz e seguirão Cristo.
Ele fez literalmente o que Deus nos chama para fazer figurativamente: tomar a cruz e seguir Jesus. “Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me” (Lucas 9:23).


Notas:
Traduzido por Cynthia Rosa de Andrade Marques Almeida
Texto original extraído do site www.maxlucado.com

Tesouro escondido


Colossenses 1:27; 2:3

…em quem [Cristo] todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento estão ocultos. —Colossenses 2:3

Miqueias 6–7
Apocalipse 13

Um caçador de tesouros inglês descobriu uma enorme coleção de moedas romanas enterradas num campo no sudoeste da Inglaterra. Usando um detector de metal, Dave Crisp localizou um grande vaso contendo 52 mil moedas. Essas antigas moedas de prata e de bronze do terceiro século da Era Cristã, pesando mais de 160 quilos, valem aproximadamente cinco milhões de dólares.

Embora o tesouro de Crisp possa fazer-nos sonhar sobre encontrar semelhantes riquezas, nós, como cristãos, devemos empreender um tipo diferente de caça ao tesouro. O que buscamos não consiste em prata e ouro. Ao invés disso, buscamos coletar as pedras preciosas do discernimento, para que possamos atingir a “…forte convicção do entendimento, para compreenderem plenamente o mistério de Deus, Cristo, em quem todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento estão ocultos” (Colossenses 2:2-3). Encontramos na Bíblia o tesouro oculto de conhecer o Senhor mais completamente. O salmista disse: “Alegro-me nas tuas promessas, como quem acha grandes despojos” (Salmo 119:162).

Se lermos a Palavra de Deus com pressa ou descuido, perderemos suas profundas revelações. Estas verdades precisam ser buscadas seriamente, com toda a atenção de alguém que procura um tesouro escondido.

Você anseia por encontrar os tesouros escondidos na Escritura? Comece a escavar!

Os tesouros de verdades na Palavra de Deus são mais bem minerados com a pá da meditação.
22 de dezembro de 2011

Dennis Fisher



Publicado no devocionário Nosso Andar Diário / Nosso Pão Diário 4º trimestre de 2011



*Imagem um caçador de tesouros usando um detector de metais

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Sempre em serviço


Atos 20:22-32

Obedecei aos vossos guias e sede submissos para com eles; pois velam por vossa alma, como quem deve prestar contas… —Hebreus 13:17

Miqueias 1–3
Apocalipse 11

Quando meus filhos estavam jogando fora o lixo descartável na praça de alimentação do shopping center, o mais velho quase foi atropelado por um homem que, claramente, estava em uma missão. O mais novo, fazendo piada, observou: “Talvez ele tenha roubado alguma coisa.” Imaginando poder usar esse momento para ensinar, eu disse: “Isso é o que a Bíblia chama julgamento.” Então, ele perguntou, com um sorriso: “Por que você está sempre me ‘pastoreando’?” Após terminar de rir, disse aos meus filhos que eu nunca poderia tirar férias de pastoreá-los.

O apóstolo Paulo disse aos presbíteros de Éfeso que eles também nunca poderiam tirar férias de pastorear o povo de Deus (Atos 20). Ele estava convencido de que falsos mestres tentariam destruir a igreja (v.29), e que os presbíteros precisavam proteger o grupo contra eles. Cuidar do povo de Deus inclui alimentá-lo espiritualmente, conduzi-lo com mansidão e exortá-lo com firmeza. Os líderes da igreja devem ser motivados pelo incalculável preço que Cristo pagou na cruz (v.28).

Os líderes da igreja têm uma enorme responsabilidade de zelar por nossas almas, pois, um dia, prestarão contas ao Senhor por seu trabalho entre nós. Vamos alegrá-los retribuindo à sua fiel e piedosa liderança com obediência e submissão (Hebreus 13:17).


Após ouvirmos a Palavra de Deus, devemos nos ocupar com a obra de Deus.
20 de dezembro de 2011

Marvin Williams


Publicado no devocionário Nosso Andar Diário / Nosso Pão Diário 4º trimestre de 2011

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Tudo está bem


Salmo 46:1-3

…De maneira alguma te deixarei, nunca jamais te abandonarei. —Hebreus 13:5

Jonas 1–4
Apocalipse 10

Recentemente, meu marido e eu retomamos contato com um rapaz que conheceramos ainda criança. Relembramos, com carinho, um programa de Natal quando Mateus cantara — num perfeito soprano de menino — a canção All Is Well (Tudo está bem), de Wayne Kirkpatrick e Michael W. Smith. Foi uma maravilhosa memória de uma canção lindamente entoada.

Ouvir a letra dessa canção no período natalino conforta muitas pessoas. Mas, tantas são incapazes de absorver a mensagem, pois suas vidas estão tumultuadas. Elas sofreram a perda de um ente querido, o desemprego persistente, a doença grave ou depressão que não se cura. Seus corações exclamam: “Não está tudo bem — não para mim!”

Mas, para nós que celebramos o nascimento do Salvador — a despeito da escuridão que possamos sentir na alma —, por causa de Cristo tudo está bem. Não estamos sós em nossa dor. Deus está ao nosso lado e promete não nos deixar (Hebreus 13:5), promete que Sua graça será suficiente (2 Coríntios 12:9) e que suprirá nossas necessidades (Filipenses 4:19). Ele nos promete o extraordinário dom da vida eterna (João 10:27-28).

Ao revermos as promessas de Deus, podemos concordar com o poeta John Greenleaf Whittier, que escreveu: “Diante e detrás, Deus está; e tudo está bem.”

A paz de Deus traz descanso à cabeça quando as promessas de Deus acalmam o coração.
19 de dezembro de 2011

Cindy Hess Kasper


Publicado no devocionário Nosso Andar Diário / Nosso Pão Diário 4º trimestre de 2011




*Foto de Michael W. Smith. autor da canção citada nesse devocionário

domingo, 18 de dezembro de 2011

JESUS CRISTO


Eu tenho um grande irmão chamado Jesus Cristo
Que sempre alerta está olhando para mim
Talvez até ninguém não acredite nisto
Por supor que não sou tão felizardo assim

Seu modo de falar bem sei que não resiste
E sei que seu reinado é grande e não tem fim
Cada vez estou mais tão certo que a conquista
Embora oh! meu bom Deus, eu seja tão ruim.

Mas como o redentor só quer me ver contente
Fico alegre que até não sei bem me expressar
Por ver o meu Jesus ao lado aqui da gente

E neste modo meu que tenho de falar
Prometo em meu dever ser muito persistente
A fim de nunca mais a Deus eu agravar

José Esmeraldo da Silva

Poeta Cratense

Viagem natalina


Gálatas 4:1-7

…vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho… —Gálatas 4:4

Obadias
Apocalipse 9

Qual é a distância entre Nazaré e Belém? Se você estiver no estado da Pensilvânia (EUA), [onde estas duas cidades existem], serão 14,5 quilômetros e uns dez minutos de carro. Mas, se você estiver em Nazaré da Galileia e viajando com sua mulher grávida, como fez José, serão 128 quilômetros até Belém. Provavelmente, essa jornada de José e Maria durou cerca de uma semana; e eles não se hospedaram num hotel agradável ao chegarem. Tudo que José conseguiu encontrar foi uma cocheira num estábulo, e naquele lugar Maria deu à luz a “…seu filho primogênito…” (Lucas 2:7).

Mas, para o bebê Jesus, a viagem foi muito mais longa do que os 128 quilômetros. Ele deixou Seu lugar no céu à direita de Deus, veio à terra e aceitou a nossa humanidade. Finalmente, foi pregado numa cruz para morrer e foi enterrado num túmulo emprestado. Mas, a jornada ainda não tinha acabado. Ele conquistou a morte, deixou o túmulo, andou novamente entre os homens e ascendeu ao céu. Nem esse é o fim da jornada. Um dia, Ele retornará como Rei dos reis e Senhor dos senhores.

Em sua jornada natalina, reflita sobre a jornada que Jesus fez por nós. Ele veio do céu à terra para morrer por nós, tornando a salvação disponível através da Sua morte na cruz e de Sua gloriosa ressurreição.

Louve a Deus por aquela primeira viagem de Natal!


Jesus veio à terra por nós para que possamos ir ao céu com Ele.
18 de dezembro de 2011

David C. Egner



Publicado no devocionário Nosso Andar Diário / Nosso Pão Diário 4º trimestre de 2011

*Ilustração cidade da Pensilvania EUA

sábado, 17 de dezembro de 2011

Esperança nele


Isaías 53

…a virgem conceberá e dará à luz um filho e lhe chamará Emanuel. —Isaías 7:14

Amós 7–9
Apocalipse 8

Uma noite, ao voltarmos para casa após uma festa de Natal, minha família e eu nos aproximamos de uma pequena igreja rural aninhada entre brilhantes bancos de neve. À distância, pude ver sua ornamentação natalina. Cordões de luzes brancas formavam a palavra E-S-P-E-R-A-N-Ç-A em letras maiúsculas. A visão dessa palavra brilhando na escuridão lembrou-me de que Jesus é, e sempre foi, a esperança da raça humana.

Antes de Jesus nascer, as pessoas esperavam pelo Messias — Aquele que carregaria seus pecados nos ombros e intercederia por elas junto a Deus (Isaías 53:12). Elas esperavam a vinda do Messias através de uma virgem que teria um filho em Belém e o chamaria Emanuel, “Deus conosco” (7:14). Na noite em que Jesus nasceu, a esperança deles se concretizou (Lucas 2:1-14).

Embora não estejamos mais esperando por Jesus na forma de um bebê, Ele ainda é a fonte da nossa esperança. Aguardamos Sua segunda vinda (Mateus 24:30); aguardamos com expectativa o lar celestial que Ele está preparando para nós (João 14:2); e sonhamos em viver com Ele em Sua cidade celestial (1 Tessalonicenses 4:16). Como cristãos, podemos olhar para o futuro porque o bebê da manjedoura era, e ainda é, “…Cristo Jesus, nossa esperança” (1 Timóteo 1:1).


A palavra-chave no Natal é “Emanuel” — Deus conosco
17 de dezembro de 2011

Jennifer Benson Schuldt


Publicada no devocionário Nosso Andar Diário / Nosso Pão Diário 4º trimestre de 2011

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

PASSOS PARA CONTROLAR A IRA


1- Ore a Deus.
Perto está o senhor de todos os que invocam em verdade. (Salmos 145:18)

2- Examine as Escrituras todos os dias.
Ordena os meus passos na tua palavra, e não se apodere de mim iniquidade alguma... Muita paz têm os que amam a tua lei, e para eles não há tropeço. (Salmos 119: 133, 165)

3- Ocupe-se com atividades meritórias.

Assim como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes seja anátema. Porque, persuado eu agora a homens ou a Deus? ou procuro agradar a homens? se estivesse ainda agradando aos homens, não seria servo de Cristo. (Gálatas 6:9,10)

S. A.R.J

FIQUE FIRME


Fique Firme Que o próprio Senhor Jesus Cristo e Deus nosso Pai, que nos amou e nos deu eterna consolação e boa esperança pela graça, deem ânimo ao coração de vocês e os fortaleçam para fazerem sempre o bem, tanto em atos como em palavras. 2 Tessalonicenses 2:16, 17, NVI Enquanto trabalho na pia da cozinha, gosto de olhar os pássaros pela janela. Sempre me admiro diante da variedade dessas criaturinhas emplumadas que pacificamente se misturam em sua frenética busca por alimento ou material de construção para os ninhos. Algumas aves são maiores, como pombos, rolas e melros; e algumas são menores – o beija-flor, as corruíras e os pardais. Com frequência, aparecem cacatuas, maitacas e papagaios; conversam ruidosamente, enquanto se acomodam ao longo dos fios de luz. Temos duas pias velhas de cozinha, que enchemos de água e colocamos do lado de fora, e ali elas podem bebericar e banhar-se, o que as atrai para o nosso quintal. Observá-las traz muita satisfação para meu esposo, Murray, e para mim. Um dia, notei uma ave estranha chegando. Era parecida com uma gralha, mas não pude identificá-la. Os outros pássaros não gostaram do intruso, e o atacaram até que saísse voando para um território mais seguro. Alguns dias depois, vi essa mesma ave descer voando para nossa velha e abandonada leiteria, e pousar sobre o telhado. Novamente, vários pássaros a atacaram. Entretanto, mesmo sendo perseguida, ela simplesmente foi pulando sobre a cumeeira, até chegar ao fim. Desta vez, ficou firme e, finalmente, os outros pássaros desistiram. Ela ficou sozinha e vitoriosa. Havia vencido aqueles que a atacavam. Ultimamente, tenho sido perturbada por algumas pessoas que me atacam o caráter. Há uma diferença de opinião acerca de doutrina. Tenho orado fervorosamente para que Deus me dê alguma orientação e guia sobre a maneira apropriada de lidar com esse problema. Contei a história da ave e sua atitude para uma mulher na reunião do nosso pequeno grupo. Ela sabia da minha situação e disse que, com a verdade de Deus, devemos sempre ficar firmes. Imediatamente visualizei o pássaro na extremidade da cumeeira, permanecendo firme. Estaria Deus procurando dizer-me algo? JAENSCH, Joan D. L. Meditação da Mulher. Tatuí-SP: Casa Publicadora Brasileira, 2011.

Enviado por Mônica Castro

Papel coadjuvante


Romanos 12:9-21

Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros. —Romanos 12:10

Amós 1–3
Apocalipse 6

Após a morte, em 2009, de Ed McMahon, uma personalidade da televisão nos EUA, uma manchete de jornal dizia: “Quando chegou a ser o homem n.º 2, ele era o n.º 1”. Mais conhecido por seu mandato de 30 anos como coadjuvante no programa de entrevista de Johnny Carson no final da noite, McMahon foi excelente em ajudar Carson a ser bem-sucedido no comando do programa. Enquanto a maioria dos apresentadores se esforça para estar no topo, McMahon contentava-se com um papel coadjuvante.

Quando o apóstolo Paulo deu instruções sobre como exercitarmos nossos dons como membros do corpo de Cristo (Romanos 12:3-8), ele confirmou o valor dos papéis coadjuvantes. Ele começou dizendo que devemos ter uma opinião realista sobre nós mesmos (v.3) e concluiu com um chamado ao amor genuíno e altruísta: “Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros” (v.10). Ou, como J. B. Phillips traduz, “disposição para deixar o outro levar os créditos”.

Nossos dons e capacidades nos são concedidos pela graça de Deus e devem ser usados por fé (vv.3,6) no amor e serviço para Cristo — não para reconhecimento pessoal.

Que Deus nos conceda a capacidade de nos envolvermos com entusiasmo em papéis coadjuvantes para os quais Ele nos chama. A meta final é a Sua glória, não a nossa.

Compartilhar isto:Compartilhar
A igreja funciona melhor quando nos vemos como participantes, não como espectadores.
15 de dezembro de 2011

David C. McCasland


Publicado no devocionário Nosso Andar Diário / Nosso Pão Diário 4º trimestre de 2011



*Foto de Ed McMahon

Somos Teus





Está nascendo um novo tempo, uma nova geração,
Pra espalhar Tua glória em toda terra.
Um tempo de consagração, restauração da Tua verdade,
Pra levantar Teu nome em toda terra.

Eu vejo os jovens se prostrando, em reverência e adoração,
Eu vejo o Espírito movendo os corações.
Eu vejo a igreja se erguendo e terminando a missão,
Eu vejo o povo declarando em uma canção...

Somos Teus, Senhor! somos Teus, Senhor!
Quer vivamos ou morramos, somos Teus!
Somos Teus, Senhor! somos Teus, Senhor!
Quer vivamos ou morramos, somos Teus!

Viveremos só por Ti, morreremos só por Ti,
Quer vivamos ou morramos, somos Teus!

http://www.youtube.com/watch?v=Zi32DJnJRfs

CD JA 2012 - Somos Teus
www.youtube.com
música que fará parte do CD JA 2012 A Grande Esperança

Enviado por Trechosmusicadv Músicas

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Conheça Pedro Henrique Macêdo


MD: Como você se sentiu gravando seu primeiro CD?
PH: Primeiramente gostaria de agradecer pelo convite de entrevista do blog Menina de Deus e parabenizá-la pelo sucesso do mesmo. Agora, respondendo a pergunta, gravar o meu primeiro CD foi uma sensação única, porque foi ver um sonho de criança sendo realizado. Foi muita correria mas, que compensou muito. Agradeço muito a Deus pela oportunidade que ele me deu de mostrar o meu trabalho e se assim for da vontade Dele, que muitos possam vir para a honra e glória do nome de Jesus.

MD: Em qual igreja você congrega?
PH: Na Primeira Igreja Batista em Riachão do Jacuípe situada em frente à praça Landufo Alves
MD: ok, a mesma que eu mas é só para as leitoras(os) te conhecerem melhor :D

MD: Seu primeiro CD se chama Águas Cristalinas, certo? De onde veio a inspiração para esse nome?
PH: Na verdade Águas Cristalinas é o nome de uma das minhas músicas que está presente no CD. Esta expressão está na frase: "...eu quero ver águas cristalinas fluindo do Teu trono Senhor..." porque Deus é a fonte de águas vivas como diz Jeremias 17:13

Ó SENHOR, esperança de Israel, todos aqueles que te deixam serão envergonhados;
os que se apartam de mim serão escritos sobre a terra; porque abandonam o SENHOR, a fonte das águas vivas.

Usei a palavra cristalinas substituindo vivas porque Deus é puro assim como as águas Cristalinas.

MD: Você compôs todas as músicas deste CD ou há musicas de outros artistas?
PH: Não, quatro das faixas do CD são de minha autoria, são elas: Águas Cristalinas (faixa 03), Pequeno Cristão (faixa 04), Jesus (faixa 06) e Adoração (faixa 12). As outras faixas são canções de outros artistas que eu já usava em repertórios e que eu particularmente gosto muito.

MD: Qual a primeira música que você compôs?
PH: Adoração (faixa 12 no CD), compus esta música com 11 anos.

MD: A ideia de gravar o CD foi ideia sua ou da família?
PH: Na verade foi um sonho meu de criança. Sempre gostei muito de louvar. Com isso meus pais, aos poucos, foram alimentando este sonho até que eles me deram esta oportunidade.

MD: Quem te deu maior incentivo?
PH: Meus pais sempre me incentivaram muito e sempre me apoiaram no que fosse preciso. Agradeço muito a Deus pelos pais abençoados que Ele me deu.

MD: Quer deixar alguns agradecimentos?
PH: Primeiramente a Deus, a minha família que sempre me apoia e novamente agradecer ao blog Menina de Deus pela entrevista, foi uma grande honra.

MD: Quer deixar algum contato?
PH: O telefone para contato é o (75) 32642829


A égua e seu menino


Colossenses 3:12-17

…sendo fortalecidos com todo o poder, segundo a força da sua glória, em toda a perseverança e longanimidade… —Colossenses 1:11

Joel 1–3
Apocalipse 5

Quando eu tinha uns cinco anos, meu pai decidiu que eu precisava ter um cavalo sob os meus cuidados. Em seguida, ele comprou uma velha égua baia e a trouxe para casa, para ser minha. Eu lhe dei o nome Dixie.

Dixie era um animal formidável para mim, com minha idade e pequena estatura. Não havia sela pequena o bastante e nenhum arreio de estribo era suficientemente curto para as minhas pernas, então eu cavalgava sem sela a maior parte do tempo.

Dixie era roliça, o que significava que meus pés apontavam diretamente para fora, dificultando-me a permanecer montado. Mas, sempre que eu caía, Dixie simplesmente parava, olhava para mim e esperava enquanto eu tentava montar novamente em seu dorso. Isso me faz ressaltar a característica mais admirável de Dixie: ela era maravilhosamente paciente.

Por outro lado, eu era muito impaciente com Dixie. Mesmo assim, ela suportou meus chiliques infantis com estoica paciência, jamais retaliou. Gostaria de ser mais semelhante a Dixie, com paciência para desconsiderar uma multidão de ofensas. Tenho de perguntar-me: “Como reajo quando outras pessoas me irritam?” Reajo com humildade, mansidão e longanimidade? (Colossenses 3:12). Ou com intolerância e indignação?

Desconsiderar uma ofensa. Perdoar 70 vezes sete. Suportar a fragilidade e as falhas humanas. Demonstrar misericórdia e bondade aos que nos exasperam. Obter esse controle sobre nossas almas — esse é o trabalho de Deus.


O amor nascido no Calvário suporta e tolera, doa e perdoa.
14 de dezembro de 2011

David H. Roper

Publicado no devocionário Nosso Andar Diário / Nosso Pão Diário 4º trimestre de 2011

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Pizza grátis


João 6:25-41

…Eu sou o pão que desceu do céu. —João 6:41

Oseias 12–14
Apocalipse 4

O dinheiro é curto para os universitários. Assim, quando há comida grátis, os alunos aparecem a qualquer hora em qualquer lugar. Se uma empresa desejar recrutar novos funcionários, ela seduzirá os jovens dos campi universitários a assistirem a uma apresentação, oferecendo pizza grátis. Alguns alunos assistem a uma apresentação após a outra — só pela pizza. O alimento no momento presente, parece ser mais importante que o emprego para o futuro.

Jesus alimentou uma multidão de cinco mil homens e, no dia seguinte, muitos o procuraram (João 6:10-11, 24-25). Ele os desafiou: “…vós me procurais, não porque vistes sinais, mas porque comestes dos pães e vos fartastes” (v.26). Parece que, para algumas daquelas pessoas, o alimento era mais importante do que a vida eterna que Jesus oferecia em si mesmo. Ele lhes disse ser “…o pão de Deus […] que desce do céu e dá vida ao mundo” (v.33). Algumas não criam, não aceitavam Seu ensinamento e “já não andavam com ele” (v.66). Algumas quiseram o alimento, mas não quiseram Ele, nem o que lhes seria exigido para segui-lo.

Hoje, Jesus nos chama para virmos a Ele — não pelas bênçãos provindas da Sua mão, mas para recebermos a vida eterna que Ele oferece e segui-lo, “o pão de Deus”.


Somente Cristo, o Pão Vivo, pode satisfazer nossa fome espiritual.
13 de dezembro de 2011

Anne Cetas


Publicado no devocionário Nosso Andar Diário / Nosso Pão Diário 4º trimestre de 2011