terça-feira, 29 de novembro de 2011

Honrando seus pais


Êxodo 20:1-17

Honra a teu pai e a tua mãe… —Efésios 6:2

Ezequiel 35–36
2 Pedro 1

Recentemente, meu pai completou 90 anos e suas capacidades físicas estão diminuindo. Ele ainda consegue locomover-se usando um andador, mas necessita de alguém para preparar suas refeições e ajudá-lo com outras tarefas.

Meu irmão mais velho, Estêvão, e sua esposa Judite, que moravam próximo a ele, decidiram mudar-se para a casa de papai para cuidar dele. Desejando ajudar de alguma maneira, minha esposa e eu atravessamos o país para ajudar um pouco cuidando dele, enquanto meu irmão e sua esposa viajavam por algum tempo. Apreciamos passar aquele tempo com meu pai e ficamos felizes em aliviar a carga de meu irmão e cunhada — ainda que por poucos dias.

A Bíblia diz para honrar “…teu pai e tua mãe…” (Efésios 6:2). Um comentário do Novo Testamento diz que honrar alguém é “tratá-lo com a deferência, respeito, reverência, gentileza, cortesia e obediência que a situação… exige”.

Para crianças pequenas, isso significa obedecer aos pais. Para adolescentes, indica demonstrar respeito pelos pais, mesmo que pensem saber mais do que eles. Para jovens adultos, significa incluir os pais em suas vidas. E, para os de meia-idade ou mais, significa certificar-se de que os pais recebem os cuidados necessários ao envelhecer ou quando a saúde diminui.

De que maneira você pode honrar seus pais esta semana?


Honrar seus pais não tem limite de idade.
29 de novembro de 2011

Dennis Fisher

Publicado no devocionário Nosso Andar Diário / Nosso Pão Diário 4º trimestre de 2011

BIOGRAFIA DE EMÍLIO CONDE


Nome: Emílio Conde
Filiação: João Batista Conde e Maria Rosa
Nascimento: 08/10/1901
Naturalidade: Paulista
Primeira igreja: Congregação Cristã do Brasil
Batismo nas águas: 21/04/1919 e no Espírito Santo no mesmo ano.
Mudou-se para o Rio de Janeiro, frequentando a Assembléia de Deus em São Cristóvão, pastoreada pelo Miss. Samuel Nyströn.
Em 1938, foi convidado para ser redator do mensageiro da paz, sendo admitido oficialmente em 1940.
Escreveu os livros. "O testemunho dos séculos", "Nas asas do ideal", "O homem", "Nosdomínios da fé", "Caminhos do mundo antigo", "Flores do meu jardim", "Tesouros de conhecimentos bíblicos"(3 vol), "Estudo da palavra".
Era músico tocava órgão e acordeon. Compôs 25 hinos da Harpa Cristã.
Dormiu no senhor em 05/01/1971.

Fonte: revista da escola dominical do 3º trimestre de 1985

Emilio Conde batizado na CCB


Emilio Conde , chamado de apóstolo da imprensa evangélica pentecostal no Brasil, era italiano e Deus o converteu através da Congregação Cristã no Brasil. Sua contribuição é imensa para a CPAD, editora da Igreja Assembleia de Deus, igreja que desde o seu início preocupou-se em divulgar o evangelho através da impressão de pequenos jornais e posteriormente livros.

É lamentável que a denominação de origem de Emílio Conde nunca tenha tido esta iniciativa, tanto para divulgar a mensagem cristã como para possuir um órgão de comunicação com seus membros através da escrita. Com seu talento, Emílio Conde marcou a história da AD e ficamos a imaginar, quantos homens de Deus como ele, talentosos, nestes 100 anos de CCB, deixaram de ser aproveitados para o bem da irmandade e da divulgação do evangelho do Senhor Jesus Cristo.

Nasceu no dia 8 de outubro de 1901, em São Paulo. Seus pais, João Batista Conde e Maria Rosa eram de origem italiana. Conseqüentemente, o primeiro contato de Emílio com o Evangelho foi na Congregação Cristã no Brasil, fundada por italianos.

Ali, o futuro escritor evangélico creu em Jesus Cristo e se tornou membro da igreja no dia 21 de abril de 1919, sendo em seguida batizado com o Espírito Santo. Transferindo-se para o Rio de Janeiro, passou a freqüentar a Assembléia de Deus na Rua Figueira de Melo, 232, em São Cristóvão, pastoreada na época pelo missionário Samuel Nyström. Entusiasmado com o calor espiritual dos que ali se reuniam para cultuar a Deus, Emílio Conde transferiu-se de sua denominação e tornou-se membro dessa igreja.

Os anos que se sucederam foram empregados na busca incansável dos meios, os melhores que fossem, de agradar a Cristo. Era mister servi-lo com toda integridade de coração e amplitude de espírito. E Emílio Conde passou a empregar as suas horas vagas no estudo e meditação dos conhecimentos bíblico e humano. Eram necessárias bases sólidas para a construção do edifício espiritual que iria surgir de suas mãos.

Principiou pelo conhecimento de sua língua, e depois de dominá-la satisfatoriamente, passou ao aprendizado de outras. Aprendeu o inglês e o francês, sendo-lhe assim fácil o acesso à literatura desses idiomas, tão ricos em livros de inspiração evangélica. Leu boas obras ainda não traduzidas para o português. Foi um perfeito autodidata. Sua curiosidade abrangia vários ramos da cultura humana. Cabe porém salientar daqui que estas leituras não o desviaram da Bíblia, pois era do seu conhecimento que "por abundantes que sejam os regatos, mais agradável é beber na fonte".

Deste modo, dia a dia ele perseverava na oração e na leitura da Palavra de Deus, fazendo grandes progressos nos caminhos do Espírito. Era costume seu isolar-se para meditar e sentir "a largura, o comprimento, a altura, e a profundidade do amor de Cristo que excede todo o entendimento" (Efésios .18,19)

Em 1937, o missionário Nils Kastberg encontrou-o trabalhando como intérprete em um restaurante do Rio de Janeiro. A Casa Publicadora começava a surgir nesse ano. – “Irmão Conde, necessitamos de alguém para atender ao expediente da redação de nosso periódico, o ‘Mensageiro da Paz’. Sabemos que o irmão reúne em si todas as qualificações necessárias para tal cargo. O irmão aceita ser nosso redator?” Surpreso, antevendo a determinação divina que se sobressaía naquele convite tão simples, e sentindo-se tocado em um dos pontos fundamentais de sua vida, a sua vocação, aceitou. Era o amanhecer do ministério do apóstolo da imprensa evangélica pentecostal no Brasil.

Emílio Conde tratou de reunir então todo o material que havia acumulado durante anos e anos de estudos e pesquisas. Seus livros, seus cadernos de notas, trechos extraídos de muitas leituras, comentários feitos às margens das páginas dos inúmeros volumes que lera, esboços de obras em fase de conclusão, e, sobretudo,as revelações do Espírito Santo anotadas durante suas leituras bíblicas pela madrugada - tudo isso seria empregado na composição dos artigos que sairiam de suas mãos. Era necessário que surgisse uma genuína literatura pentecostal, uma fonte de onde jorrassem as cristalinas palavras ditadas pelo Espírito Santo,fundamentadas em Cristo, aprovadas pelo Senhor dos senhores.

Sua admissão oficial como funcionário da CPAD data de 15 de março de 1940. Desde o convite do missionário Nils Kastberg até aquela data, fora apenas colaborador. Daí por diante, por mais de trinta anos Emílio Conde dedicaria à CPAD seu talento, sua cultura, sua impressionante capacidade de trabalho, sua mente clara e fecunda.

Era um homem humilde, simples. Não costumava ostentar os conhecimentos que possuía. Entre os amigos, sua palavra simples e amena, dosada pelo bom humor e pela sinceridade, descontraía a todos que a ele se achegassem. Para os que se viam angustiados ou confusos, procurá-lo era encontrar nele um apoio, uma palavra amiga, esclarecida, experimentada, confortadora.

Seu trabalho na imprensa evangélica não foi uma profissão: foi um sacerdócio. Trabalhou para levar a semente da Palavra aos corações, e nisto empregou toda a sua vida. Deu-se a si mesmo, como está em 2 Coríntios 8.5: “...mas a si mesmo se deram, primeiramente ao Senhor e depois a nós, pela vontade de Deus.” E era tão grande seu amor por esse trabalho, que chegou a rejeitar muitas propostas de empregos extra-evangélicos, pois se os aceitasse, tornar-se-ia inepto para o desempenho da função que exercia. E, agindo assim, sempre esteve à altura da posição que ocupava, e sempre pronto a cooperar com a causa das Assembléias de Deus no Brasil.

Graças à sua maneira sóbria e digna de se conduzir, foi, entre nós, uma espécie de representante mor de nosso movimento em todos os meios sociais e evangélicos. De 1946 a 1958 representou oficialmente as Assembléias de Deus no Brasil nas Conferências Mundiais Pentecostais, havendo estado em Estocolmo, Londres e Toronto. E foi também, durante muitos anos, nosso representante, não só na Diretoria, mas também nas Comissões da Sociedade Bíblica do Brasil.

Quando principiou a escrever em função do Evangelho, eram poucos os que entre nós podiam e se prestavam a tal ofício. Portanto, foi de sua caneta que fluiu a maioria dos artigos, das notícias e das reportagens usadas no nosso jornal e nas nossas revistas, e ainda nos livros da CPAD e tudo mais que ia do Sul ao Norte do Brasil para as nossas igrejas – as mensagens escritas para edificação dos fiéis.

Seu conhecimento e sua visão espiritual abrangia toda a comunidade evangélica brasileira. Empenhou-se a fundo em obter dados no Movimento Pentecostal no Brasil e no mundo e, como resultado, escreveu os livros: O Testemunho dos Séculos e História das Assembléias de Deus no Brasil (este último, reescrito e ampliado pela CPAD). Escreveu também os seguintes livros: Asas do Ideal, O Homem, Pentecostes para Todos, Igrejas sem Brilho, Nos Domínios da Fé, Caminhos do Mundo Antigo, Flores do Meu Jardim, Tesouros de Conhecimentos Bíblicos, e Estudos da Palavra.

Era, sobretudo, um homem de oração. Foi orando que recebeu de Deus inspiração para compor 25 hinos de nossa harpa, e outros, sendo dois em parceria com o missionário Nils Kastberg, e cinco com a missionária Eufrosine Kastberg. Integrou, durante muitos anos, o Coral da Assembléia de Deus em São Cristóvão, tendo sido também organista e acordeonista. Gostava muito de cantar, e todos quantos o ouviam, sentiam vibras as cordas de seu coração, pois ele estava sempre desejando “as ruas de ouro e cristal da formosa Jerusalém”.

Considerando o imenso e relevante trabalho por ele prestado à Assembléia de Deus no Brasil, foi lhe oferecido certa vez, por um grupo de pastores, o acesso ao Ministério do Evangelho, através de ordenação, mas ele recusou definitivamente.

Em janeiro de 1971, acometido de uma já antiga enfermidade, oriunda de complicações pós-operatórias, baixou o Hospital Evangélico, na Tijuca. Uma semana antes a irmã Didi, enfermeira que cuidou dele nos últimos meses, o encontrara dormindo com a caneta entre os dedos, debruçado totalmente sobre o trabalho inacabado. Seria sua última página escrita.

Aplicadas todas as forças da alma e do corpo para servir a Cristo, toda sua vida não lhe fora suficiente; era-lhe necessário passar para a eternidade e continuar servindo “Aquele que é mais sutil que o ar, mais ligeiro que o relâmpago, e cujo olhar é mais belo que um alvorecer de primavera, e mais suave que a claridade das estrelas”.

Ás 13.00 horas do dia 5 de janeiro de 1971, Emílio Conde dormiu no Senhor. Às 17.00 horas do mesmo dia seu corpo saía do Hospital Evangélico para ser velado no Templo da Assembléia de Deus em São Cristóvão, ficando próximo ao púlpito, aquele mesmo púlpito onde pregara tantas vezes e onde tantas vezes cantara. A rádio Nacional, a Tupi e a Globo noticiaram com detalhes o seu falecimento.


FONTE: Eles Andaram com Deus, pp 149-160, de Jefferson Magno Costa, Edição CPAD.

domingo, 27 de novembro de 2011

Sentindo-se pobre?


Salmo 86

…estou aflito e necessitado. —Salmo 86:1

Ezequiel 30–32
1 Pedro 4

De uma maneira ou outra, todos nós podemos nos identificar com o Salmo 86:1, no qual Davi diz: “…estou aflito e necessitado”. Até mesmo os mais ricos dentre nós deveriam compreender que pobreza e necessidade estão mais relacionadas ao espírito do que à carteira. Quando o bilionário Rich DeVos fala a grupos, ele comumente diz: “Sou apenas um pecador salvo pela graça.”

O Salmo 86 nos diz que a ajuda de Deus não é mensurada por uma folha de livro contábil. Quando reconhecemos que somos pobres e necessitados, não é para que Deus esbanje riquezas materiais conosco. Não, nós fazemos isso para abrir a porta para outros tesouros mais valiosos.

Eis o que Deus faz pelos pobres e necessitados. Ele “preservará” nossas vidas e “salvará” todos aqueles que confiam nele (v.2). Ele será “misericordioso” e “pronto em perdoar” (vv.3,5). Ele escutará e responderá as orações (vv.6-7).

Mas, não devemos receber as bênçãos de Deus sem retribuir. Temos a responsabilidade de aprender os caminhos de Deus, andar em Sua verdade, temer o nome de Deus, louvar o Senhor e glorificar Seu nome (vv.11-12).

Você se considera “aflito e necessitado”? Se a resposta for afirmativa, bem-vindo ao clube. Não esqueçamos de todas as bênçãos espirituais que Deus tem para nós e a resposta piedosa que devemos ter em relação à Sua generosidade.

O homem mais pobre é aquele cuja única riqueza é o dinheiro.
27 de novembro de 2011

Dave Branon

Publicado no devocionário Nosso Andar Diário / Nosso Pão Diário 4º trimestre de 2011

sábado, 26 de novembro de 2011

DEUS


“Oi, eu sou o único homem que será sempre fiel a você. Eu sou aquele que jamais irá te abandonar. Lembra daquela última lágrima que você derramou? Sabe porque você parou de derramá-la? Porque eu derramei por você. Eu sei que às vezes você reclama da sua vida, às vezes você me culpa por algo que aconteceu, mas eu sei o que é certo pra você, e quando você sofre, eu tento sofrer por você, pra você não ter que sentir toda essa dor. Eu faço milagres, você não sabe, mas eu estou planejando o seu futuro, e os planos que tenho para você, irão te fazer muito feliz. Sabe aquele amor não correspondido? Eu coloquei na sua vida, para você aprender o que é amar, e saber valorizar ao verdadeiro amor, quando ele chegar. Porque eu fiz a sua alma gêmea. Sabe aquela pessoa que você perdeu? Pois é, da mesma maneira que você amou ela, eu amo, e estava precisando dela aqui no céu. Você também não sabe, mas quando as pessoas dizem que eu não existo, eu sinto uma dor tão forte, eu tenho um coração, e ele é enorme, eu amo a todos, eu nunca vou abandonar ninguém, e quando algumas pessoas não me têm no coração, foi porque elas resolveram me abandonar. Sabe aquela vez em que você ia morrendo? Pois é, eu te segurei, eu não quis que aquilo acontecesse a você, eu não queria você comigo agora, porque os planos que tenho para você precisam ser realizados aí na terra. Eu fiz o mundo, eu fiz o amor. E antes de você nascer, eu já tinha escrito a sua história. O que acontece hoje, eu recompenso amanhã. Sabe quando você se tranca no quarto e começa a chorar? Eu estou chorando com você, eu estou te abraçando, você não pode sentir, mas eu estou ao seu lado. Sabe quando o mundo parece estar todo contra você? Pois é, eu não, eu nunca vou te abandonar, eu nunca canso de você, eu nunca quero o teu mal, eu só quero te abraçar e te ver feliz. Eu te conheço como ninguém, o teu coração está aqui na minha mão, eu posso sentir os batimentos. Eu nunca descanso, porque eu sei que você precisa de mim 24hrs ao dia. Sabe quando você deita na sua cama e reza? Pois é, eu estou te ouvindo. Sabe quando aquele seu pedido não é realizado? Pois é, coisas melhores irão se realizar, e aquilo não era o bastante. Sabe todo esse sofrimento que você está passando? Pois é, eu estou acompanhando, e eu tento falar no seu ouvido que isso tudo vai passar, mas você não me escuta… Eu sempre te escuto, mas você não quer me ouvir, por favor, não me culpa, não me julgue, eu tenho tantos planos para você. Eu te amo, e jamais vou deixar você na mão.”
— Com amor, Deus.

Autor Desconhecido

Encontrando esperança


Salmo 42:1-11

Por que estás abatida, ó minha alma? […] Espera em Deus, pois ainda o louvarei… —Salmo 42:5

Ezequiel 24–26
1 Pedro 2

Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Minnesota revelou que quase 15 por cento dos adolescentes dos EUA sentiam ser “altamente provável” que morreriam antes de completarem 35 anos. Aqueles que expressavam essa visão pessimista tinham maior probabilidade de engajar-se em comportamento imprudente. A dra. Iris Borowsky, autora deste estudo publicado em renomada revista disse: “Estes jovens podem correr riscos porque se sentem desanimados e acham que não há muito a perder.”

Ninguém é imune a sentimentos de desespero. O salmo expressa repetidos pedidos de ajuda quando a vida parece tenebrosa. “Por que estás abatida, ó minha alma? Por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, a ele, meu auxílio…” (Salmo 42:5). Com um passo de fé, desafiador, o salmista diz a si mesmo para não esquecer-se de Deus, que nunca o abandonará.

Curtis Almquist escreveu: “A esperança é alimentada pela presença de Deus. …[Ela] também é alimentada pelo futuro de Deus nas nossas vidas.” Podemos dizer com o salmista: “…ainda o louvarei…” (v.5).

Nenhum seguidor de Cristo deve relutar em buscar conselho contra a depressão. Também não devemos sentir que a fé e a oração são simples demais para ajudar. Sempre existe esperança em Deus!


Para o cristão, a esperança é uma certeza — porque o seu fundamento é Cristo.
25 de novembro de 2011

David C. McCasland


Publicado no devocionário Nosso Andar Diário / Nosso Pão Diário 4º trimestre de 2011

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Autoria da Bíblia é decodificada por algoritmo


Sistema comparou a estrutura textual dos livros do Antigo Testamento com o objetivo de procurar estilos semelhantes de escrita.

Um grupo de pesquisadores israelenses desenvolveu um algoritmo para decodificar o livro que é considerado por muitos como o mais importante da cultura ocidental: a Bíblia. Os estudiosos da Universidade Bar-Ilan utilizaram o software criado para analisar o Antigo Testamento.

De acordo com a ABC, o algoritmo compara conjuntos de sinônimos juntamente com palavras próximas a eles chamadas de “funcionais” – como as preposições. Posteriormente, o sistema verifica a distribuição das palavras mais comuns na Bíblia. Ao encontrar estruturas semelhantes nesses dois blocos de análise, o programa pode agrupar os trechos que possuem o mesmo estilo de construção.

Para testar o algoritmo, os estudiosos usaram os livros de Jeremias e Ezequiel. Eles misturaram tais partes aleatoriamente e o sistema conseguiu separá-los com quase 99% de exatidão – o que mostrou a validade do método.

Dessa forma, os cientistas observaram que o livro sagrado foi escrito com dois estilos diferentes, os quais se enquadram nos moldes sacerdotais e não sacerdotais explicitados em outras teorias. Todavia, Moshe Koppel, um dos responsáveis pelo desenvolvimento do algoritmo, salienta que o sistema não é capaz de dizer exatamente quantos autores elaboraram a Bíblia.

Apesar de não revelar um dos maiores enigmas em torno do livro sagrado, o método abre uma nova brecha para o debate sobre a autoria das diretrizes do catolicismo.


Fonte: Tec Mundo